Viaduto Santa Tereza
O Viaduto foi projetado pelo engenheiro Emílio Baumgart e construído em 1929, ligando os bairros Floresta e Santa Tereza ao centro, na década de 90 foi tombado como patrimônio cultural do município.
Viaduto Hanwell Wharncliffe
Esse viaduto liga a linha principal ferroviária Great Western a todo o vale Brent a uma altitude de 20 metros, sua construção se deu no ano de 1836 e terminou no ano seguinte.
quarta-feira, 23 de novembro de 2011
Grupo 6 - Reconversão urbana – Florença e Congonhas
15:23
Londres_BH
Reconversão urbana – Florença e Congonhas
Como o grupo desenvolveu o tema? (tópicos da discussão)
O grupo apresentou primeiramente a cidade de Florença considerada um dos corações da civilização, no período pré-romano, e que com o passar dos anos se transformou em uma moderna metrópole abrigando inúmeros serviços públicos ser tornando centro da moda e do comércio. Desde o inicio de sua criação a cidade passou por inúmeras transformações que geraram mudanças na malha urbana e que somada a suas perdas na segunda guerra mundial e a adequação do novo século mudou diversos elementos da cidade, não só fisicamente, mas funcionalmente como exemplo pontes passaram a funcionar como pontos comerciais e castelos viram museus. Seguida a apresentação de Florença o grupo passou para a cidade de Congonhas, situado em Minas gerais iniciou seu povoamento no século XVIII por ser uma região conhecida pela exploração de ouro, pela cidade passaram inúmeros arquitetos e artistas como Aleijadinho, quando a exploração de ouro começou a acabar a cidade passou a se esvaziar e foi necessário que surgisse novos usos para a região assim como um novo tipo de exploração, a de minério de ferro. Com o fim da exploração surgiram o s novos usos para as edificações, os becos se transformaram em lojinhas de artesanatos, pousadas de romeiros viraram republicas de estudantes e antigos casarões se transformaram em museus.
Como foram feitas as correlações entre os contextos brasileiro, belo-horizontino e mundial?
Através de fotos e comparações o grupo abordou a semelhança entre as duas cidades que passaram por um semelhante tipo de mudança, pois ambas em suas épocas eram consideradas grande centros de desenvolvimento e depois um tempo essa já não era mais a realidade.
A comparação que o grupo procurou fazer foi com o que acontece com essas cidades depois que elas perdem a referência de ser um grande centro e as estratégias para que as mesmas adotaram para que elas pudessem se desenvolver, adaptar os novos usos ao espaços mas sem deixar o passado de lado.
Escolha duas situações, dentre as analisadas pelo grupo, como as que você tem maior interesse teórico e/ou prático e justifique, com um texto de dois parágrafos para cada uma delas e duas imagens para cada uma delas.
Uma das situações abordadas no trabalho que chamou a minha atenção foi à ponte de Vecchio que apesar de ter sido destruída, posteriormente foi restaurada e acabou mudando também de função, isso demonstra a preocupação com o passado, apesar da ponte não ter sido construída com os mesmos materiais, na época era de madeira, se teve uma preocupação com a memória do local.
Hoje o local que antes era usado apenas para passagem passou é a ser um ponto histórico e ter como referência a venda de objetos de ouro.
A segunda situação abordada que me chamou a atenção foi a exploração de desordenada de minério de ferro na cidade de Congonhas que não só muda a topografia do local assim como poluir e desmata áreas poluindo tanto a água quanto o ar.
O que chama a atenção desse tipo de exploração é a ação do governo que nada faz para amenizar os danos desse tipo de exploração uma vez que assim como as empresas também sai lucrando.
Grupo 12 - Novas centralidades: cidades genéricas: China - Los Angeles
05:57
Londres_BH
Los Angeles: cidade genérica. Uma cidade sem identidade, muito fragmentada e multi-cultural que se assemelha muito com os cenários dos filmes que produz. Ao mesmo tempo, possui muita autonomia e é muito bem servida desenvolvida, encaixando-se bem no conceito de cidade genérica.
Pequim e sua grande reforma urbanística. Por advento das Olimpíadas, o governo chinês injetou 34 bilhões de dólares em sua economia, fazendo com que muitos arquitetos direcionassem seus olhos para lá.
Xangai: uma grande metrópole genérica. Segundo o grupo, Xangai configura-se como uma cidade genérica por não possuir história nem identidade. Por ter sido uma cidade que somente se desenvolveu por causa da condição favorável de seu porto. Então, a partir de 1990, sofreu um intenso desenvolvimento tornando-se o maior porto de carga de mundo. A cidade já possui planos de reforma urbanística previstos para 2020.
Hong Kong: uma cidade genérica. Após ter passado por um longo período de colonização britânica, tornou-se uma área administrativa especial chinesa em 1997. A declaração estipulou que a região mantivesse seu sistema econômico capitalista e garantia os direitos e as liberdades de sua população por, pelo menos, 50 anos após a entrega da cidade. Devido aos muitos anos vividos como colônia britânica, a cidade não conseguiu criar uma cultura e identidade própria.
Londres no sec. XIX: rumo a crise urbana contemporânea. Comentaram a respeito da revolta ocorrida em Tottenham, Londres. Sem relação com o tema abordado.
O grupo não conseguiu estabelecer uma relação entre o contexto das cidades escolhidas para tratar o problema das cidades genéricas e o contexto de Belo Horizonte.
Dois tópicos que considero interessantes são: a questão do desenvolvimento das cidades para se adequar ao novo contingente populacional e também o problema da perda da memória coletiva associada a esses processos.
Pois ao mesmo tempo em que uma cidade cresce e consegue acumular capital para se tornar cada vez mais desenvolvida surge novos problemas como disparidade social, desemprego, falta de mão-de-obra qualificada como acontece no oriente.
Já o problema da perda de memória diz respeito a perda de identidade cultural que vemos acontecer em todo mundo, advindo da globalização, capital flutuante e transnacionalidade. Ao mesmo tempo que as empresas colaboram para que o acesso a determinados produtos seja facilitado, acaba gerando certa escravização e exploração. Com isso, a cultura dá lugar ao misto de informações dissociadas de valor. Causando um empobrecimento cultural do local e também a perda de união de um povo. Trazendo conseqüências maléficas a longo prazo.
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| Consequências das grandes cidades |
| Miséria e desemprego no oriente |
| Grandes fábricas, pequenos salários |
| Globalização afetando uma cultura milenar |
Grupo 10 - Governança Metropolitana Vetor Norte e Vetor Sul de Belo Horizonte
05:13
Londres_BH
Contexto histórico da criação da cidade de Belo Horizonte: o nascimento de uma cidade moderna;
Formação do Vetor Norte da RMBH: como a cidade não tem mais para onde se expandir, manobras políticas direcionaram o foco de crescimento para o Norte, com a criação de grandes equipamentos, como: Centro Administrativo, Linha Verde, condomínios de alto luxo no circuito da Serra do Curral;
Vetor Sul: Região que cresce sem planejamento. Abordagem sobre o problema do super-povoamento da Região Centro-Sul de Belo Horizonte e a conurbação com Nova Lima; A especulação imobiliária que corroborou com a criação de luxuosos condomínios em áreas de preservação (sem planejamento e desrespeitando legislações ambientais) e também as companhias mineradoras que estão presentes no local gerando impasses políticos. As consequências dessas ações no trânsito, na disparidade social.
Comparativo com a cidade de Rotterdam, na Holanda: a sua fusão com outras municipalidades, o contexto histórico de seu desenvolvimento, sua reconstrução no pós-guerra, seu zoneamento, o transporte público, a questão da mobilidade acessível. O grupo concluiu que a cidade de Belo Horizonte, ao contrário da européia, dá muita prioridade ao transporte individual e prefere investir em construção de vias ao invés de instalar transportes férreos.
Sobre a questão que relaciona Londres e Paris no séc. XIX com a questão abordada pelo grupo no contexto de Belo Horizonte, eles nos falam a respeito do contexto do nascimento da cidade no período de Revolução Industrial, nos moldes das cidades mais urbanas da Europa naquele momento e ao contrário de cidade “criada” como Belo Horizonte, Londres e Paris se desenvolveram espontaneamente, mas no caso de Paris existe uma semelhança em relação aos limites (BH – Contorno / Paris – Muralha). Então, isso demonstraria que qualquer planejamento é incapaz de prever um crescimento populacional. Sobre o processo de urbanização acelerada e desordenada demonstraram que isso se deu a partir da iniciativa privada e a falta de fiscalização dos agentes públicos.
“Quem foi que disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?” Nesta questão, o grupo discute sobre as revoltas populares ocorridas em Tottenham, Londres, neste ano; onde jovens desempregados provocaram incêndios, entre outras manifestações de violência. Segundo análise do grupo, essas revoltas não estão acontecendo pela primeira vez, outrora em Londres, por advento da Revolução Industrial, muitos desempregados lutaram por condições mais dignas para se viver. Com o aumento tecnológico e crescimento populacional no sec. XIX, a exploração da mão-de-obra atingiu nível alarmantes fazendo com que houvesse uma grande oferta de recursos humanos. Com essa situação de extrema miséria, aumentou o sentimento de revolta dos que sofriam resultando em revoltas semelhantes a ocorrida em Tottenham, onde o descaso com a periferia fez ressurgir este sentimento de descontentamento.
As duas situações que mais me interessaram foram a questão da mobilidade urbana e a questão política da criação do Vetor Norte de Belo Horizonte. Hoje, os problemas de transporte se configuram como os mais complexos nas grandes cidades, interferindo diretamente na qualidade de vida de milhões de pessoas que necessitam se locomover. No caso de Belo Horizonte, é notório o privilégio dado pelo governo ao transporte particular individual. A criação de grandes corredores, as políticas de benefício para compra de veículos e o descaso com o meios de transporte de massa, aumentam consideravelmente a indignação daqueles que precisam utilizar esses meios e também daqueles que possuem a absoluta certeza de que essas políticas corroboram para o aumento dos transtornos nas grandes capitais.
Já a criação do Vetor Norte da RMBH surgir como uma tentativa de se desenvolver e expandir a última parcela de terreno de urbano de Belo Horizonte que ainda tinha condições de tal crescimento. Se fosse para o real desenvolvimento da região ainda seria plausível, mas o problema reside nas políticas que fizeram com que o terreno na Granja Werneck, atual APA, fosse transformada em um loteamento desrespeitando as legislações vigentes e também a falta de planejamento e a permissividade na criação de condomínios em áreas ainda sem nenhuma infra-estrutura. Todas estas manobras parecem acabam por gerar recursos ilícitos e beneficiando apenas certos personagens da sociedade. Aumentando ainda mais as condições de exclusão e péssima condição de moradia aqueles que precisam e não possuem recursos para tal.
Formação do Vetor Norte da RMBH: como a cidade não tem mais para onde se expandir, manobras políticas direcionaram o foco de crescimento para o Norte, com a criação de grandes equipamentos, como: Centro Administrativo, Linha Verde, condomínios de alto luxo no circuito da Serra do Curral;
Vetor Sul: Região que cresce sem planejamento. Abordagem sobre o problema do super-povoamento da Região Centro-Sul de Belo Horizonte e a conurbação com Nova Lima; A especulação imobiliária que corroborou com a criação de luxuosos condomínios em áreas de preservação (sem planejamento e desrespeitando legislações ambientais) e também as companhias mineradoras que estão presentes no local gerando impasses políticos. As consequências dessas ações no trânsito, na disparidade social.
Comparativo com a cidade de Rotterdam, na Holanda: a sua fusão com outras municipalidades, o contexto histórico de seu desenvolvimento, sua reconstrução no pós-guerra, seu zoneamento, o transporte público, a questão da mobilidade acessível. O grupo concluiu que a cidade de Belo Horizonte, ao contrário da européia, dá muita prioridade ao transporte individual e prefere investir em construção de vias ao invés de instalar transportes férreos.
Sobre a questão que relaciona Londres e Paris no séc. XIX com a questão abordada pelo grupo no contexto de Belo Horizonte, eles nos falam a respeito do contexto do nascimento da cidade no período de Revolução Industrial, nos moldes das cidades mais urbanas da Europa naquele momento e ao contrário de cidade “criada” como Belo Horizonte, Londres e Paris se desenvolveram espontaneamente, mas no caso de Paris existe uma semelhança em relação aos limites (BH – Contorno / Paris – Muralha). Então, isso demonstraria que qualquer planejamento é incapaz de prever um crescimento populacional. Sobre o processo de urbanização acelerada e desordenada demonstraram que isso se deu a partir da iniciativa privada e a falta de fiscalização dos agentes públicos.
“Quem foi que disse que um raio não cai duas vezes no mesmo lugar?” Nesta questão, o grupo discute sobre as revoltas populares ocorridas em Tottenham, Londres, neste ano; onde jovens desempregados provocaram incêndios, entre outras manifestações de violência. Segundo análise do grupo, essas revoltas não estão acontecendo pela primeira vez, outrora em Londres, por advento da Revolução Industrial, muitos desempregados lutaram por condições mais dignas para se viver. Com o aumento tecnológico e crescimento populacional no sec. XIX, a exploração da mão-de-obra atingiu nível alarmantes fazendo com que houvesse uma grande oferta de recursos humanos. Com essa situação de extrema miséria, aumentou o sentimento de revolta dos que sofriam resultando em revoltas semelhantes a ocorrida em Tottenham, onde o descaso com a periferia fez ressurgir este sentimento de descontentamento.
As duas situações que mais me interessaram foram a questão da mobilidade urbana e a questão política da criação do Vetor Norte de Belo Horizonte. Hoje, os problemas de transporte se configuram como os mais complexos nas grandes cidades, interferindo diretamente na qualidade de vida de milhões de pessoas que necessitam se locomover. No caso de Belo Horizonte, é notório o privilégio dado pelo governo ao transporte particular individual. A criação de grandes corredores, as políticas de benefício para compra de veículos e o descaso com o meios de transporte de massa, aumentam consideravelmente a indignação daqueles que precisam utilizar esses meios e também daqueles que possuem a absoluta certeza de que essas políticas corroboram para o aumento dos transtornos nas grandes capitais.
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| Granja Werneck: último território inexplorado em BH. Por pouco tempo... |
| Prefeito e seu projeto de qualidade duvidosa |
Já a criação do Vetor Norte da RMBH surgir como uma tentativa de se desenvolver e expandir a última parcela de terreno de urbano de Belo Horizonte que ainda tinha condições de tal crescimento. Se fosse para o real desenvolvimento da região ainda seria plausível, mas o problema reside nas políticas que fizeram com que o terreno na Granja Werneck, atual APA, fosse transformada em um loteamento desrespeitando as legislações vigentes e também a falta de planejamento e a permissividade na criação de condomínios em áreas ainda sem nenhuma infra-estrutura. Todas estas manobras parecem acabam por gerar recursos ilícitos e beneficiando apenas certos personagens da sociedade. Aumentando ainda mais as condições de exclusão e péssima condição de moradia aqueles que precisam e não possuem recursos para tal.
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| Engarrafamento cada vez maiores... |
| Transporte público caro, lento e ineficiente... |
Experiência no Serviço de Abordagem de Rua da PBH
04:57
Londres_BH
“Junto ao crime vem a mendicância: uma verdadeira ‘praga de mendigos’ flagela a cidade. Dizia-se que: ‘nenhum dos habitantes dos subúrbios podia deixar de se sentir vivendo circunstâncias de grande perigo’. Também se afirmava que em cada esquina um moleque maltrapilho arrasta uma vassoura suja na nossa frente e alegremente nos impõe uma taxa; em intervalos pequenos e regulares, encontramos o lamento ininterrupto do robusto irlandês sempre morrendo de fome ou a odiosa menina que está sempre invocando o nome de Deus em vão. Se entramos numa casa de lanches para uma refeição modesta de biscoitos ou bolo, toda uma família de enraivecidos vagabundos se põe a olhar para cada bocado que introduzimos na boca. Antes que tenhamos chegado à metade do passeio teremos sofrido ‘a punição de ser passado pelas varas’ de todas as formas de pretensas misérias” (Dr. Guy, The Curse of beggars)
Relação entre as multidões operárias de Londres do séc. XIX e a condição dos marginalizados da contemporaneidade. A miséria e mendicância estão intimamente ligadas à situação funcional do indivíduo.
Através da análise do fragmento retirado do livro “Londres e Paris no século XIX”, pudemos observar que ainda existem muitas semelhanças no modo de vida daqueles que habitam as ruas. Esta condição de subsistência parece ter sido intensificada com o crescimento das cidades e o desenvolvimento do capital. E o individualismo acirra ainda mais as relações interpessoais, fazendo com que as pessoas em condição de miséria sejam consideradas como assassinos, bandidos ou viciados.
Em minha experiência como estagiário da PBH, na Gerência de População de Rua, pude observar de perto a dinâmica das pessoas que veem as ruas além de um espaço de passagem. Como um espaço privado, de intimidade. Mesmo muitas vezes não tendo outra opção. E por isso, são extremamente hostilizados por se encontrarem nesta condição de vida precária.
O serviço de abordagem de rua da prefeitura funciona com uma estrutura física centralizada, mas possui técnicos para cada regional. Ele atua na tentativa de reinserção social do indivíduo e o resgate do sentimento de cidadania.
Durante este tempo, pode-se identificar diversas causas que levam uma pessoa a morar na rua, dentre as principais estão: brigas familiares, drogas, alcoolismo, condições financeiras desfavoráveis, abandono, depressão, insanidade mental, desemprego, êxodo rural, etc.
Serviços como o da Pastoral de Rua e da ASMARE auxiliam neste processo e mostram-se como tentativas bem sucedidas de parcerias tendo em vista o objetivo de minimizar desigualdade social e o preconceito com aqueles que se encontram na marginalidade.
Grupo7- HABITAÇÃO SOCIAL – SEGREGAÇÃO- AMSTERDAN – FRANKFURT- BERLIN- RIO- CIDADE DE DEUS
00:13
Londres_BH
Grupo7- HABITAÇÃO SOCIAL – SEGREGAÇÃO- AMSTERDAN – FRANKFURT- BERLIN- RIO- CIDADE DE DEUS
Como o grupo desenvolveu o tema? (tópicos da discussão)
Para contextualizar a segregação sócio espacial o grupo analisou a origem do capitalismo e sua difusão durante o período de passagem da idade média para a idade moderna, sendo intensificado com a Revolução Industrial e com a ascensão da burguesia ao poder. As disparidades geradas por esse sistema político-econômico se refletem na sociedade onde as pessoas detentoras de bens exploram o proletariado. Ao mesmo tempo em que a mão de obra é desejada nas cidades para gerar lucro ela é excluída de seu espaço pensado para atender os interesses da classe alta.
O grupo também abordou as habitações sociais que surgiram com as experimentações feitas após a primeira guerra mundial onde a Europa sofria com um déficit habitacional muito grande, sendo necessário repensar a forma de se construir. Na Alemanha, onde a destruição sofrida e a perda da guerra afetaram seriamente as cidades e a sociedade, aconteceram grandes mudanças políticas, sociais e econômicas. A presença de grandes arquitetos possibilitou o desenvolvimento de um novo modo de se pensar o programa das habitações coletivas e sociais, reduzindo a área habitada e inovando na distribuição dos espaços e dos equipamentos para aumentar sua eficiência.
Como foram feitas as correlações entre os contextos brasileiro, belo-horizontino e mundial?
Após um panorama da situação da Alemanha no período entre guerras o grupo tratou individualmente as principais cidades alemãs e os programas habitacionais desenvolvidos nesses locais. Sob forte influência dos ideais modernistas, cidades como Frankfurt e Berlim foram caracterizadas pela experimentação de novos tipos de habitações sociais e controle urbano, tendo como exemplo os assentamentos para operários de Ernest May. A cidade de Amsterdã na Holanda foi retratada pelos planos urbanísticos que recebeu, estes eram compostos por habitações populares divididas em bairros com todos os equipamentos necessários separados entre si por áreas verdes.
No caso brasileiro o grupo retrata como a cidade de Belo Horizonte cresceu de forma desordenada, sem respeitar o planejamento desenvolvido. A criação da Avenida do Contorno separando o centro da cidade para as pessoas com maior poder econômico da periferia destinada à população menos favorecida serviu de segregação social desde a concepção da nova capital. Com a aglomeração cada vez maior de pessoas nos espaços vazios da cidade, na maioria das vezes irregular, o poder público não conseguiu ofertar as condições mínimas para a população gerando um maior distanciamento entre as classes sociais e a degradação das classes mais baixas. A consequente formação de favelas foi alvo de diversos programas para tentar corrigir o problema e oferecer infraestrutura básica a uma maior parcela da população. Entre essas tentativas está o programa do Governo Federal “Minha casa, minha vida”, apresentado pelo grupo como um programa com boas intenções mas que ainda precisa de muitas correções para efetivamente amparar as pessoas.
Escolha duas situações, dentre as analisadas pelo grupo, como as que você tem maior interesse teórico e/ou prático e justifique, com um texto de dois parágrafos para cada uma delas e duas imagens para cada uma delas.
Ernest May und das Neue Frankfurt
Após ser nomeado planejador e arquiteto da cidade de Frankfurt Ernest May, começou um experimento nos subúrbios da cidade gerando uma nova forma de projetar as habitações sociais. O conjunto de casas em ziguezague com um quarteirão central de interior livre circundando por jardins e com outras funcionalidades comunitárias como lojas, escolas, lavanderias e etc. foi uma solução muito interessante para os problemas gerados pelas destruições sofridas nas guerras.
O projeto se assemelha com os ideais das cidades jardim de Ebenezer Howard, por conceber um espaço urbano autônomo e com áreas verdes para a população. A inovação da forma como se desenvolve o programa da habitação e os modos de morar nessa vila operária transformou a forma de se pensar os espaços coletivos e se mantém vivo até a atualidade.
Ernst May siedlung Frankfurt
"Minha casa, Minha vida"
Os problemas das grandes cidades se evidenciam cada vez mais e o poder público precisa de programas para tentar recuperar áreas degradadas e oferecer infraestrutura aos seus habitantes. O programa do governo federal Minha casa, minha vida busca oferecer condições às populações menos abastadas de conseguir uma moradia própria. Porém, o que se vê é uma parceria entre o governo e as construtoras, inseridos na economia capitalista buscando lucrar.
O programa não atende a toda a população que necessita e tem sido alvo de várias reclamações. A falta de fiscalização permite desvios de verba, as construções são entregues sem seguir as especificações do governo e a padronização que gera permite economia para as construtoras não agrada aos moradores. Na parte conceitual programas com esse intuito são bem vindos, falta um maior comprometimento e maior organização dos projetos e maior fiscalização na execução.
Casas padronizadas até na Cartilha explicativa

Unidades habitacionais em Feira de Santana
segunda-feira, 21 de novembro de 2011
Grupo 4 – Fronteiras e Condomínios. Palestina e São Paulo.
03:58
Londres_BH
O grupo apresentou a imagem que o Condomínio fechado transmite para a sociedade. Devido as facilidades encontradas nesses espaços eles podem ser instalados em qualquer lugar. Desde que estejam cercados por muros bem altos e que tenham segurança – principal palavra utiliza na propaganda. Assim como as cidades da Idade Média que construíam muralhas no seu entorno para se defender.
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Cidade de Viena. Idade Média. |
Será que os moradores dos condomínios fechados estão se defendendo de algo? Talvez da pobreza ou da vida urbana. Viver nas nossas cidades hoje em dia, virou uma guerra. Fechar os olhos para o que se encontra logo ao lado é muito fácil, e muitas vezes não resolve o problema. Condomínios fechados são assaltados em São Paulo do mesmo jeito. Isolar-se da sociedade não traz segurança nenhuma. Sem mencionar que esses locais tornam-se preferidos pelos bandidos. Guerra mesmo é o que ocorre na palestina. Para separar a Palestina de Israel foi construído um muro de 760km de extensão, chegando ate 8 metros de altura. Construído para evitar a invasão de terroristas ou para ganhar território. Não se sabe ao certo!
Em 2002 o muro da Cisjordânia deu inicio a sua construção. Segundo os dados ouve uma queda considerável no número de mortes. Mas como consequência o muro deixou quase 100 comunidades palestinas completamente incomunicáveis e isolou Jerusalém Oriental – importante nos tratados de paz, por se tratar de uma terra santa.
Na comemoração de 20 anos da queda do muro de Berlim ativistas israelenses derrubaram uma placa de concreto do muro afirmando que iriam rumo a Jerusalém.
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Motivos opostos, mas que envolvem o mesmo desejo – Liberdade! |
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Solução rápida e simples. Referência: Postagem de Carolina Spínula |









